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CIÊNCIAS DE PERSONALIDADE

HIPNOSE

Hipnose é o nome dado a uma ou mais diferentes formas específicas de pensar, assim como suas conseqüências no corpo e na alteração da atividade neural.

Os usos atuais da hipnose constituem-se nos seguintes campos: da medicina, odontologia e até mesmo da psicologia em termos de dor, na psiquiatria em tratamentos referentes a esta e a questão do efeito placebo; na psicologia para tratamentos de dificuldades sexuais, fobias, ansiedade e basicamente todos os problemas de fundo psicológico.

Hipnose em última análise é utilizada para possibilitar novas formas de pensar, permitindo assim mudanças nas atividades fisiológicas, incluindo sentimentos como: amor, raiva, ódio e outros.

Modernamente a Hipnose é considerada como um "estreitamento de consciência" provocado artificialmente, geralmente parecido com o sono, mas que deste se diferencia fisiologicamente pelo aparecimento de uma série de fenômenos que ocorrem espontaneamente ou decorrentes de estímulos verbais ou de outra natureza.

No mundo, existem registros da utilização da Hipnose que datam de mais de 2000 anos, sendo que o seu uso científico ocorreu a partir de 1776 quando, em Viena, o Dr. Franz Anton Mesmer desenvolveu um procedimento psicoterápico a que denominou de magnetismo animal.

Vários nomes foram dados ao mesmo procedimento, até que James Braid a denominou de Hipnotismo, de onde se derivou a palavra Hipnose que permanece até hoje.

Algumas indicações:
a) Para o alívio da dor, principalmente nos casos de dor intratável, produzindo anestesia ou analgesia;

b) Nos diferentes setores da clínica e cirurgia, especialmente na obstetrícia;

c) Como agente tranqüilizante no alívio dos estados de ansiedade, apreensão ou tensão, qualquer que seja a sua causa;

d) Em qualquer situação onde a psicoterapia possa ser útil;

e) No controle dos estados fóbicos, depressivos e ansiosos, nos quais é considerado agente psicoterápico eficaz;

f) No controle da hemostasia e da salivação observada durante o tratamento dentário, bem como afastando as tensões desencadeadas pelo "medo de tratar os dentes";

g) Em crianças, no aprendizado, na redução das tensões ansiedades e temores, na hiperatividade e na correção de hábitos danosos como o roer unhas (onicofagia), chupar o polegar, etc;

h) No controle de alguns hábitos, como o alcoolismo, o tabagismo e a drogadicção;

i) Experimentalmente, em qualquer pesquisa no campo psicológico e neurofisiológico. É necessário, porém, ficar atento às suas contra-indicações, que são muitas.

Fontes


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