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TERAPIA COMPLEMENTAR

TERAPIA DE PACIENTE TERMINAL

Enfrentar a idéia concreta da morte, não é fácil. Sabemos bem que os profissionais da medicina foram preparados para ajudar às pessoas a viver e não a morrer. Por isso é necessário formar terapeutas que possam trabalhar com conhecimento e consciência nesta maravilhosa e sagrada tarefa que é a do acompanhamento do doente. Sobretudo para uma sociedade que está baseada no pensamento ocidental, que ainda hoje segue preso da velha escola do materialismo científico.

O fato de morrer, então, torna-se algo desastroso em geral, para a maioria das pessoas; ainda que bem sabemos que não é assim para as culturas orientais. Os livros sagrados de diversos países tais como Índia, Egito, Tibet , China, etc., falam-nos da morte como o processo natural da nossa existência. E não é só isso, também nos relatam os passos da Alma segue depois de ter deixado sua roupagem física.

Mencionaremos como exemplo o "Livro Tibetano dos Mortos", no qual estão representadas as diversas etapas que atravessa o falecido, seu estado pós-morte e a estada no Bardo Thödol , o Devachán, etc.

Para o paciente em sua etapa terminal (dano irreversível), em geral câncer ou outra doença crônica (aids por exemplo), a morte é apenas um ponto final. O enfermo enfrenta as salas de terapia intensiva de um hospital ou clínica, com uma grande angústia e temor.

Seus parentes, que levam o ônus de sua dor, evitam falar sobre a gravidade do doente, e este se vê desorientado, e morre sem ter conseguido aliviar seu ônus emocional.

A tarefa é ajudar a que o paciente morra aceitando a morte como um fato natural e como parte da vida, e que a aceite. A tarefa é diferente nesses momentos, o importante é que a pessoa moribunda possa viver bem esse instante supremo.

Mas aqui surge a pergunta: Como fazemos para conseguí-lo? Por isso que a resposta a esta pergunta tem a ver com a própria preparação do terapeuta. Ninguém pode dar do que não tem.

Os pacientes que vão morrer têm desenvolvida sua Percepção Extrasensorial de maneira muito sutil, já que o desprendimento lento de seus corpos provocam esta hipersensibilidade. Por isso mesmo capta a situação emocional e a tensão da pessoa que se acerca a seu leito. Não precisa escutar palavras.

É essencial que o terapeuta SE PREPARE PARA SUA PRÓPRIA MORTE, pois tudo o que vai transmitir vai provir de suas próprias vivências.

Nos Seminários de Formação de Terapeutas para pacientes terminais, trabalha-se não só com o conhecimento, senão com a experiência através de diversos exercícios e meditações que o levam a conhecer sua vivência com respeito ao tema da morte, e assim ser de maior utilidade para o paciente neste transcendental processo.

Fontes


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